Assinatura RSS

Ultimo Post!

Publicado em

Depois de mais de 1 ano alimentando esse bloguezinho, venho com esse ultimo post me despedir deste endereço!

O motivo…mudança de casa!!! Agora  blog está no endereço: http://www.fernandosantosa.com.br!

Não deixem de acessar, lá você encontra todo esse conteudo e agora muito mais!

Obrigado a todos que acompanham meu blog até hoje!

Abraços!

Anúncios

Estamos Chegando! #EVIFT?

Publicado em

Aguadem!

Os alienigenas nunca mais serão vistos da mesma forma. o MIB que se cuide!

Psicologia das Cores em Design de Logo

Publicado em

A escolha da cor errada quando fazemos um logo, pode ser um tiro no próprio pé e designer que não sabe o mínimo de psicologia da cor, não é designer. É preciso incitar cada sentido possível na criação de um trabalho, seja ele subliminar ou não!

Abaixo seguem alguns bons exemplos de aplicação da teoria, juntamente com o significado de cada uma.

VERMELHO

Ação, aventura, agressividade, sangue, perigo, energia, excitação, amor, paixão, força e vigor.

Esta é uma cor quente e intensa, muito usada para demonstrar conflito de emoções tal como o amor e a paixão. Esta cor normalmente afeta a pressão sanguínea e a fome, por isso é muito usada para incitar emoções fortes ou a vontade de comer.

Red Bull: 1987 – Designer desconhecido

Red Bull fez um ótimo uso do vermelho, já que se trata de uma bebida energética, embasada por slogans como “Red Bull te dá asas!”. Com um detalhe análogo de amarelo ao fundo, a paleta de cores fica completa.

ROSA

Apreciação, delicadeza, feminilidade, floral, gentileza, gratitude, inocência, romantismo, leveza e tranquilidade.

O Rosa é a cor mais feminina de todas, pois esta cor nos trás a sensação de delicadeza e inocência. É uma cor suavizada do vermelho e expressa a visão das garotinhas, balas de goma e doces. Comumente associada a causas feministas ou que levem a bandeira feminista, tais como a luta contra o câncer de mama.

Barbie: 1959 – Designer desconhecido

Neste caso do logo da Barbie, é perfeita a utilização da cor rosa, já que a boneca destina-se ‘a garotinhas. A letra manuscrita reforça o fato, já que parece escrito por uma menininha.

LARANJA

Criatividade, alegria, entusiasmo, diversão, alta espiritualização e juventude.

Lembrando que o laranja é feito da junção de amarelo com vermelho e pode representar atributos de ambas as cores.  O laranja é menos intenso que o vermelho, o que representa a jovialidade, também usado para mostrar divertimento, alegria e estimular o apetite.

Nickelodeon: 1984 – Tom Corey, Fred/Alan Inc., Scott Nash

O laranja foi uma escolha perfeita para a Nickelodeon que tem a maioria de sua audiência composta por crianças. O laranja é divertido, puro e jovial, o que representa também a grade de programação do canal. A tipografia divertida e o fundo composto por pingos de tinta, só reforçam o conceito de diversão.

AMARELO

Cuidado, gratidão, covardia, curiosidade, felicidade, aflição, alegria, positividade, energia solar e aquecimento.

Como o vermelho, o amarelo pode ter mensagens conflitantes. O amarelo é claro e bem visível, por isso é tão usado no trânsito e estradas, em contraponto com a paisagem. Em logo, ele é comumente usado para designar atenção, criar alegria e aquecimento.

McDonald’s: 1962 – Jim Schindler

Todos nós sabemos do sucesso da franquia Mc Donald´s e seus arcos formando o M, além é claro, de seu slogam “I´m lovin´it”. O logo usa paleta de cores análogas, assim como Red Bull, a diferença é que neste você tem predominância de amarelo, já que o foco principal são as crianças, diversão e felicidade. O vermelho funciona bem como estimulador de fome e aumento da pressão sanguínea como consequência. Graças a esta combinação, muitos outros logos de redes de alimentos passaram a utilizar esta paleta, com sucesso.

VERDE

Ambiente, ecológico, frescor, calma, harmonia, saúde, inexperiência, dinheiro, natureza e tranquilidade.

O verde representa a vida na maioria de suas aplicações. É uma cor muito agradável e neutra, podendo ser considerada em alguns casos quente e em outros fria. Graças a estas propriedades e a representação de natureza, muitas empresas tem usado esta cor.

Animal Planet: 2008 – Dunning Eley Jones

Esta foi a escolha perfeita para um canal focado na natureza e nos animais. Muitos não gostam deste logo e ele tem uma polêmica por trás, mas todos tem que concordar que as variações de verde funcionam muito bem para esta empresa, representando os tons de uma floresta.

AZUL

Autoridade, calma, confidência, dignidade, estabilidade, lealdade, poder, sucesso, segurança e confiabilidade.

Esta é a cor mais usada em logos e definitivamente a cor das companias de automóveis e tecnologia, por passar a ideia de confiabilidade e segurança. Muitos logos políticos também andam utilizando variações de azul por suas propriedades.

IBM: 1972 – Paul Rand

O azul da IBM representa uma empresa estável, segura e confiável. No Rebrand de Paul Rand ele acrescentou 8 cortes horizontais nas letras, para mostrar dinamismo e velocidade. Mesmo que hoje a IBM não utilize mais este tom de azul, ele ainda é marca forte em sua identidade.

ROXO

Cerimônia, alto valor, fantasia, justiça, mistério, notoriedade, realeza, sofisticação e espiritualidade.

O roxo é uma combinação de vermelho e azul, trazendo características de ambas as cores mas com força de realeza ou luxúria. É amplamente usado em muitos logos de lojas de produtos finos.

Hallmark: Designer desconhecido

O slogan do Hallmark é “Quando você se importa o suficiente para mandar o melhor.”, nada mais perfeito do que usar o roxo em sua marca, para mostrar esta sofisticação e realeza, que fica ainda mais reforçado pela coroa estilizada no topo.

MARROM

Calma, profundidade, terra, natureza, rascunho, riqueza, simplicidade, seriosidade, submissão, cacau, café, utilidade e madeiramento.

Muito usado em logos relacionados à construção ou empresas relacionadas à natureza e seus produtos. É uma cor mais quente, mas no sentido de aconchego.

UPS: 1961 – Paul Rand e 2003 – FutureBrand

UPS usa o marrom como forma de se diferenciar de seus concorrentes (USPS e FedEx). O primeiro logo era um tanto quanto sem graça usando apenas o marrom, mas em 2003 com o rebrand e a adição de laranja na composição, trouxe mais sofisticação, mais credibilidade.

PRETO

Autoridade, rigidez, clássico, conservador, formalidade, mistério, seriosidade e tradição.

Preto é tecnicamente a absorção de todas as cores. Por conta disso ele representa a autoridade, rigidez, elegância e tradição. Pode ser encontrado em muitos logos com simplicidade e sofisticação.

James Bond 007: Designer desconhecido (© 1962 Danjaq, LLC e United Artists Corporation)

Qual o agente mais elegante, sério e sofisticado do mundo? Pois é, seu logo é todo preto, até para demonstrar o mistério em torno de um agente secreto e funciona muito bem.

CINZA

Autoridade, mentalidade corporativa, humildade, praticidade, respeito, estabilidade, humilhação e neutralidade.

Cinza é um tom entre branco e preto, decorrente disso ele é uma mistura de ambos, está em um ponto entre as dualiades como o bem e o mal, normalmente vem acompanhado de outra cor, já que combina com a maioria por ser uma cor neutra.

Cristais Swarovski: Designer desconhecido

O logo da luxuriosa marca Swarovski é todo feito em cinza para representar os cristais e strasses da marca, que são predominantemente cinzas ou prateados, mas neste caso também foi aplicado para representar respeito e autoridade, que são consequências da história de conquistas da marca que já tem mais de 100 anos.

BRANCO impregnante

Limpeza, inocência, paz, pureza, refinamento, esterilidade, simplicidade, confiabilidade e rendimento.

Branco é universalmente a cor da paz e da pureza, mas cuidado, em culturas como as orientais, o branco representa a morte e deve ser evitado. Muito usado em logos com jogos de negativo/positivo, ou com textos reversos.

Girl Scouts: 1978 – Saul Bass

Embora o verde predomine neste logo, ele faz ótimo uso de espaços negativos em branco, formando o contorno da face das moças. A combinação toda e o jogo de positivo/negativo, passam uma imagem de pureza e inocência.

CONCLUSÃO

Assim como o grafismo e a fonte, a cor é algo muito importante em uma marca, já que normalmente toda a identidade da empresa vai variar das cores do logo, o que pode ser um sucesso ou um desastre. O uso consciente e inteligente das cores só tende a agregar ainda mais valor e endossar a mensagem que se quer passar. Existem hoje vários sites na internet, como o Kuler, para escolher combinações adequadas não somente para logos, mas para qualquer projeto. Portanto, experimente, estude melhor cada cor e faça uso consciente delas e terá sucesso na certa.

Fonte e imagens: Logo Critiques – Adaptação do Texto: Fernando Santosa

Logotipo ou Logomarca?

Publicado em

Vire e mexe fuçando em sites sobre design encontro esta discussão. Logotipo ou logomarca? Hoje procurando material para a Engrenagem Coletiva encontrei esse ótimo texto escrito pelo Gilberto Alves Jr.

Para quem ainda tem duvida sobre essa questão leia isso, após sua explicação acredito que não resta mais duvida né?

Os Termos Corretos Para o Design Brasileiro.

O design é uma profissão nova e por isso padrões ainda não existem ou estão sendo produzidos e difundidos. Não temos padrão para quase nada, desde salário até saber o que é e o que deixa de ser a profissão. Entre esses padrões que ainda não existem, está o padrão terminológico. Em profissões antigas os termos estão bem claros e não há dúvidas sobre eles, mas no nosso caso, sempre temos que estudar um termo novo para verificar se a utilização dele é correta ou não.

Justamente por causa dessa falta de paradigmas alguns profissionais e professores utilizam e difundem termos que não são os melhores para determinados objetos. Um deles e talvez o mais polêmico é o logotipo.

Vira e mexe temos a mesma discussão sobre esse termo, não só aqui na [dG] mas também nas agências, com os colegas, com clientes etc. Por isso eu penso que seja muito importante sermos bastante sérios a este respeito, para o bem e o crescimento dessa profissão. Então vamos analisar alguns termos e sua raiz etimológica para ver se estão corretos ou são só vícios de linguagem.

Logomarca, um erro.

Muito utilizado principalmente por publicitários e marketeiros, este termo tem se difundido também entre os profissionais do design para se referir ao logotipo. Muita gente diz que está errado, outros dizem que está correto, alguns defendem o neologismo, outros afirmam que é uma aberração, mas só a pesquisa nos trará luz à questão.

Logomarca como neologismo.

Neologismo é a criação de um nome novo para alguma coisa, ou um novo significado para um nome velho. Para que a “logomarca” seja um neologismo, temos que admitir que é um termo novo ou que é um termo antigo que está sendo tomado por um novo significado. Sim, admito que “logomarca” é um termo novo, mas isso não significa que seja correto empregá-lo como sinônimo de logotipo. Qualquer palavra pode ser um termo novo para algum objeto, desde que o povo a utilize para este mesmo objeto ou sentido. Mas isso não significa que esteja correto. A menos que seja uma forma conotativa da palavra, o que não é o caso da logomarca, desde que este termo é utilizado para um único tipo de objeto e significado. Então, não podemos aceitar o termo logomarca simplesmente por ser um neologismo.

Sentido etimológico do termo.

O termo logomarca é formado pela união de “Logo” e “Marca”.

Logo, vem do grego Lógos. Significa palavra, uma narração ou pronunciamento, verbo, conceito, idéia. Mas não palavra como esta é falada ou escrita, mas o significado dela, ou seja o conceito. Reforço ainda o conceito de Logos dizendo que o termo “palavra” puro e simples no grego é Lexi.

Marca, vem do germânico Marka. Quando traduzimos do germânico, ou mesmo do português ou inglês para o latim temos o termo Signum, que traduz-se claramente para significado. E mesmo no português, e no uso moderno da palavra marca significa tudo aquilo que uma empresa representa. Sendo assim, logomarca é um termo redundante: significado do significado. Assim vemos porque não podemos utilizar este termo para falar sobre um Logotipo.

Logotipo, um possível padrão.

Nunca vi absolutamente ninguém dizer que este termo está errado. Mas mesmo assim, vamos analisá-lo para ter certeza disso. Esta palavra é formada pela união dos termos “Logo” e “Tipo”. “Logo”, como já foi explicado, significa o conceito, idéia ou significado de uma palavra.

Tipo, do grego týpos. Em inglês traduzimos para type, que para o português significa tipo, gênero; figura; sinal, símbolo; modelo, amostra, maquete. É aí que mora o perigo: é muito mais difícil estudar qualquer assunto em português do que em inglês porque temos muitos significados para uma mesma palavra. Tipo neste caso significa um sinal ou símbolo, uma figura, um desenho. Exemplo: as vogais como “a”, são tipos (símbolos gráficos) dos sons que emitimos.

Para este mesmo termo, temos ainda dois outros correspondentes em grego. Se você procurar um bom léxico inglês-grego, e procurar o termo logotype (tudo junto, não um depois o outro) você vai ver que symplegma e logotypos têm o mesmo significado já explicado acima. Aliás, poderíamos mesmo adotar como um neologismo o termo “symplegma”. Imagina só o seu diretor de arte dizendo: “hum, esta symplegma não está como o cliente pediu”!

Sendo assim logotipo é: o símbolo visível de um conceito. Este termo é perfeito para o que ele significa pois é justamente o que fazemos. Temos uma empresa cliente que nos dá um conceito (logo) a trabalhar, e nós somos incumbidos a fazer um símbolo gráfico (tipo) para este conceito. Este tipo pode ser somente um desenho, sem nenhuma letra para se ler, ou somente as letras do nome da empresa mas desenhadas de forma que mostrem o conceito. Ou pode ser um desenho e o nome da empresa, juntos, mostrando o símbolo gráfico de um conceito ou logotipo.

Sinal gráfico, uma alternativa coerente.

Alguns mestres de programação visual e outros profissionais estão trazendo este novo termo, este sim um bom neologismo, para o meio. Sinal, do latim Signum, significa tudo que faz lembrar ou representar alguma coisa, ou seja um significado ou conceito.

Gráfico, do grego Grafikos, significa alguma coisa colorida, pintada, desenhada, uma representação visual de algo. Seria um sinônimo de typos, porém com uma conotação de cor, colorido e menos de um símbolo gráfico, ainda que tendo sim este significado. Sendo assim, sinal gráfico significa também: o símbolo visível de um conceito.

Identidade visual, muito bom se usado corretamente.

Este é outro termo utilizado por alguns designers, tem um significado bem claro e objetivo. Identidade é o conjunto de peculiaridades de uma pessoa, coisa ou empresa. Visual, o que se pode ver. O problema desse termo é que ele não enfoca o conceito, a idéia, a palavra. Mas significa, no ramo do design, as peculiaridades gráficas de uma empresa. Essas individualidades visuais são muito mais abrangentes que somente o logotipo, pois abrangem o site, os cartões de visita, os carros, uniformes, enfim, todo aparato visual de uma empresa.

O termo correto, sempre!

Como já disse, somos já membros de um corpo de profissionais que sofrem bastante com a confusão que a sociedade ainda faz conosco, por ser o design uma profissão nova. O mínimo que podemos fazer é ser coerentes ao falar de um dos mais importantes ramos de atividade do design que é a logotipia.

Abraços,

por: Gilberto Alves Jr.

Saco?

Até a próxima!

O Sorriso do Palhaço – Partes I e II

Publicado em

Como havia comentado no Facebook, estou centralizando meus dois blogs aqui!

As ilustrações e contos estarão divididos por tags, assim continuará tendo fácil acesso.

Aqui estão as duas primeiras partes da história “O Sorriso do Palhaço”, esta semana pretendo continua-la e conforme for passando o tempo coloco as outras duas aqui, não colocarei todas de uma vez para não sobrecarregar o blog de informação ( sobrecarregar mais).

– Respeitável publico, bem vindos ao circo! Onde localizamos cada fio de alegria que existe dentro de você e formamos em uma gigante explosão de felicidade!

Esse era o discurso inicial do host do circo, era incrível como esse cara sabia falar, eu quase me convencia de que isso era verdade, alias era verdade, as pessoas realmente se sentiam muito bem no circo, gargalhavam com todas as peripécias dos artistas que se apresentavam, riam, choravam, se enraiveciam quando os atores interpretavam vilões, se comoviam quando os mocinhos salvavam a donzela e eram tocados por qualquer coisa que acontecia.

Eu sempre ficava observando como o publico interagia com o espetáculo, o como cada cena, cada apresentação mudava suas reações: sorrisos, lagrimas, gritos, euforia!

De repente no meio dessa reflexão eu ouço me chamarem, eu o palhaço…

Agora o foco da minha reflexão muda, a partir deste momento começo a tentar me entender, o porque eu tenho essa grande vontade de fazer as pessoas rirem, o porque isso me faz tão bem, o porque eu me preocupo tanto com os outros, mas naquele momento não me interessava aquilo era o que eu era, eu precisava ver aqueles sorrisos, não admitia falhar era a coisa mais importante do mundo, já não existia fome, miséria, desigualdade éramos todos iguais, todos rindo de um palhaço… Quando acaba aquele fervor, saio com uma sensação de missão cumprida e com sorriso no rosto dizendo hoje foi mais um dia perfeito, só que a minha euforia vai se esvairindo e de repente cai a ficha, meu sorriso some do rosto e tudo perde o sentido, começo a pensar de cada sorriso daquele picadeiro, mas não consigo lembrar do meu sorriso, aquilo era apenas uma felicidade por estar causando felicidade.

Perai causar felicidade, isso é maravilhoso, as pessoas quando riem esquecem os problemas, elas por um momento encontram um sentido pra tudo, ela se sente invencível pensando que pode lidar com todo tipo de situação, como isso pode ser uma coisa ruim… Bom isso não é uma coisa ruim, mas agora vamos parar com eles isso e eles aquilo, vamos focar aqui, nesse momento estamos falando deste palhaço, não me lembro da ultima vez que tive vontade de sorrir.

Tento entender como uma pessoa que foi feita para fazer as pessoas rirem, não ter vontade de rir, será que isso me faz bem? Será que eu por um momento não tomo a alegria que eu proporciono como minha? Quantas perguntas… Desde que coloquei esse nariz vermelho no rosto, não consigo respondê-las.

Um dia eu ouvi dizerem como pode um palhaço estar triste? Aquela figura que alegra tanto, que está sempre pulando de um lado pro outro, e a hora da torta, ha! Não tem como um palhaço estar triste, ele não conseguiria disfarçar… Os palhaços devem ser as pessoas mais felizes do mundo. É… Não somos, talvez sejamos até o contrário, as pessoas mais infelizes que por orgulho não deixamos saberem o que realmente sentimos, em um ato de desespero fazemos as pessoas rirem para que nossa alma azul fique disfarçada. Nos encolhemos a qualquer demonstração de afeto como se fossemos lesmas quando são expostas ao sal ou sol.

Quando digo “nós” não quero falar por todos os palhaços, quem sou eu para querer falar por eles… Mas tenho certeza que falo por muitos, e que eles com certeza compartilham desse sentimento de insatisfação, estamos perdidos, a única certeza que temos é quando estamos dentro daquele picadeiro, e sempre tentamos e “fazemos a risada” da melhor maneira que se pode fazer.

Acordo cedo, é preciso ensaiar, mas antes preciso me maquiar, uma vez me permiti levantar um pouco mais tarde, e acabei indo para o ensaio sem maquiagem, esse dia marcou minha vida, dizem que a alma do palhaço é repleta de alegria, portanto a maquiagem é apenas uma persona, um complemento ao seu grande esplendor, pura mentira, aquele dia me olhando no espelho fazendo as mesmas brincadeiras e palhaçadas de costume que faziam as crianças rirem, as pessoas sorrirem, eram simplesmente tristes…. Um homem adulto, crescido, meio gordo, não era o mais feio mas com certeza não era um colírio, pulando, falando com vozes estranhas, era triste. Foi onde eu comecei a questionar a minha felicidade.

Eu sou bom no que eu faço, eu sei disso, há quem me chame de nojento, há quem diga que me falta humildade, mas não, isso é minha vida, eu tenho que ser bom no que faço se falhar nisso o que me resta? Nada! Sou solteiro, não tenho filhos, tenho poucos amigos, é… Tenho poucos amigos, depois de um tempo você começa a questionar a índole das pessoas, eu acho que isso com começou junto com a minha duvida, junto com a procura pelo meu sorriso.

Meu pai era palhaço, ele sabia como dar um show, sempre antenado usava o que estava acontecendo com o mundo em seu show, todo dia era um show diferente.

Ele queria que eu me tornasse um palhaço melhor que ele, dizia que estava em meu sangue… Bom, aqui estou mas… Mas não consigo lembrar, eu não lembro do meu sorriso, mas é claro eu não consigo nem me lembrar qual meu sonho, por que eu luto? Quais são meus objetivos? Uma pessoa não sobrevive sem objetivos,  hoje sei que estou vivendo o sonho dele, mas qual era o meu sonho? Eu era um jovem esperto, era tão dedicado como sou hoje.

Perai! Começo a me lembrar, as palavras “você jogou sua vida fora”, é verdade houve o dia em que desisti de ser palhaço para seguir meu sonho, meu sonho… Qual era mesmo o meu sonho?

Era jovem e fascinado pelo circo, mas via o circo como fã não conseguia me ver lá dentro, era tudo muito surreal, um mundo sem lógica, sem pé nem cabeça. Pessoas atirando facas de maneira absurdamente precisa, tinha a mulher barbada, um homem que entrava na jaula do tigre branco, pessoas pulando pelos ares e é claro os palhaços, os seres que tinham apenas a função de fazerem as pessoas rirem.

Não cheguei a conhecer a minha mãe, ela por complicações durante o meu parto faleceu, meu pai sempre falava dela, ela era dançarina no circo, ele falava que ela era a pessoa mais carinhosa do mundo, sempre com um sorriso doce em seu rosto, tinha os cabelos cacheados, castanhos, ela era morena com os olhos castanhos claros, olhos bem pequenos, tão pequenos que chegavam a perguntar se ela era japonesa. Minha família por parte de mãe tem descendência indígena, isso explicava seus olhos “pequenos”, ela era bem magrinha, meu pai dizia que quando ventava tinha medo até de ela sair voando por que não tinha peso para sustenta-la.
Ele sempre que falava dele ficava com o olho marejado, cheio de lagrimas, dizia que era uma mulher incrível sempre se sacrificava pensando no próximo, que aquela mulher nasceu sem um pingo de egoísmo, e ele até ficava bravo, pois ela nunca pensava nela, sempre pensando no próximo.

Isso explica algumas coisas sobre mim, eu tenho problemas com prioridades, quero que primeiro todos que estão em meu redor estejam satisfeitos, ai começo a me preocupar comigo, mas de qualquer jeito, não levo as coisas muito a sério é um se preocupar meio largado, fazendo as coisas de qualquer jeito. Fico pensando se ela estivesse aqui, se as coisas teriam sido diferentes…

Mas enfim, por ela não estar conosco eu era obrigado a passar meu tempo livre no circo, aprendi muitas coisas, inclusive que não tenho coordenação nenhuma! Uma vez tentei fazer o numero do malabares e faltei matar meu professor de vergonha, não nasci para aquilo.

Com o tempo fui afirmando na minha cabeça que não era aquilo o que eu queria, eu era mais inteligente do que habilidoso, na verdade, a minha habilidade era minha a inteligência, não conseguiria fazer as coisas “legais” do circo, nunca que conseguiria saltar no trapézio ou fazer aquelas apresentações que 50 pessoas juntas formam uma pirâmide. O que me sobrou? Viver o sonho do meu pai, mas ele amava aquilo, olhando para ele percebia-se que ele era uma pessoa realizada, tinha orgulho dele! Mas nunca houve compreensão, ele era pior que um cavalo com viseira, não enxergava o que acontecia ao seu redor. O mundo não era o mesmo, as coisas estavam diferentes.

Foi ai que eu comecei a busca por uma melhor qualidade de vida, e junto com essa busca as coisas ficaram mais difíceis na casa dos palhaços.

Continua…

Logo mais volto com mais histórias, textos, ilustrações e muito mais!

Horácio.

Publicado em

Apenas leiam a história.

Quem nunca teve essa sensação que atire a primeira pedra.

O Mauricio de Sousa é um genio, inspirador sempre.

Abraços.

Vamos falar de publicidade? “Qual o papel do diretor de criação?”

Publicado em

Em um texto fantástico publicado recentemente no Advertising Age, o Phil Johnson, CEO da agência PJA Advertising & Marketing, faz uma reflexão sobre o papel do profissional que, na visão dele, é o mais importante na agência: o diretor de criação. Ele conta que passou muito tempo pensando em qual seria o papel ideal desse profissional. A forma de atuação na qual ele pudesse ser mais útil à agência e aos seus clientes. E chegou a uma conclusão bem interessante.

No início, quando ele próprio era o diretor de criação da agência – sua visão era de que deveria ser o cara que aprovava quais ideias iriam adiante e quais morreriam ali. O estilo que ele valorizava, conta, era o do diretor que conseguia ver tudo que era feito na agência e arbitrar sobre o que era bom e o que ficaria de fora, além de ser capaz de produzir os melhores trabalhos da agência.

No entanto, como autoridade única, aponta, o diretor de criação acabava se transformando em ditador de criação. Nesse modelo em que a ideia passa por um só filtro criativo, vozes e ideias interessantes acabavam se perdendo, conta. Além disso, eram limitadas pelos próprios gostos, estilos e julgamento desse profissional – não importa o quanto seja talentoso. Com isso, diz, a capacidade criativa da agência se restringe, e passa a ter um único tom e estilo. Isso é, na visão dele, o caminho mais rápido para que a agência vá de inovadora a estereotipada.

Hoje, sua visão é a de que o papel ideal de um diretor de criação é muito maior e mais importante do que qualquer tarefa operacional. Ao invés de ser a pessoa com as melhores ideias, ou capaz de julgar o melhor trabalho, ou a melhor pessoa para gerenciar o processo criativo, esse profissional tem a missão de transformar o cérebro de toda a agência e construir uma consciência criativa coletiva. Com isso, diz, sua influência vai além do departamento de criação.

Aí você pode perguntar: mas quem vai tomar as decisões? Ele conta que, realmente, existem ideias e conceitos mal direcionados que devem ser mortos. Mas, ao invés de ter uma só pessoa fazendo isso, um bom diretor de criação é capaz de compartilhar essa responsabilidade entre um grupo de pessoas Nas quais confia. Quando existem talentos na agência, afirma, dificilmente há só uma boa ideia. Em vez disso, há muitas ideias diferentes para se escolher. E o diretor de criação, conta Johnson, precisa manter essa diversidade viva.

Segundo ele, é essencial que o diretor de criação possa modelar um ambiente que atraia pessoas criativas e que torne o restante da equipe mais criativo do que parece possível. Além disso, deve cultivar um debate ativo sobre o que determina um bom trabalho. Assim, a diversidade de ideias reina e muitas pessoas desenvolverão a capacidade e escolher as melhores direções a seguir. Ele deve fazer com que as pessoas acreditem que são capazes de fazer o impossível e criar experiências que nunca foram feitas antes. É aí que, segundo Johnson, as portas se abrem para revoluções criativas.

Ele conclui o texto dizendo que é esse um trabalho que não vem com manual de instruções, e conta que teve sorte o suficiente para atrair uma dupla de diretores de criação que tem essa habilidade e conseguem colocá-la em prática. São profissionais muito corajosos, destaca. Eles colocam em funcionamento uma força criativa maior do que eles mesmos. Ato ousado para profissionais que desenvolvem, tradicionalmente, uma carreira construída em cima da reputação criativa. Pelo menos na agência dele, diz, o que faz um bom diretor de criação é a capacidade de libertar a criatividade ao seu redor.

autor: Carlos Henrique
fonte: http://www.chmkt.com.br (http://www.ifd.com.br)

Como sempre digo, o lider deve inspirar, fazer com que seus subordinados funcionários criem um senso critico e passem a andar com suas próprias pernas. E não força-los a fazer o que ele quer, acredito que uma boa gestão é aquela que cria domadores de cavalos e não cavalos.

Muito bom o texto.

Obs: Está chegando a hora do Bing Bang aguardem! #santosasixweeks

Até a próxima!